O Division Manager Latam da Petra Group, Flávio Fernandes, respondeu algumas perguntas sobre empregos da área de Óleo e Gás. Na entrevista ele explica que profissionais serão mais solicitados nessa nova etapa.
Vale à pena a leitura.

"Espera-se que a indústria Naval gere 30 mil novos empregos nos próximos dois anos..."

Área: Oil&Gas
 
entrevista02presal1- Quais os benefícios da mudança na legislação da exploração do Petróleo?
O Brasil ganha pluralidade de operadores, pois o ritmo de exploração do petróleo será acelerado, gerando mais empregos e mais investimentos. Não esquecendo o aumento da arrecadação.
Sem contar que o setor terá maior competitividade e a  própria Petrobras poderá escolher os projetos nos quais quer participar acabando com a obrigatoriedade.
 
2- Baseado no Leilão realizado recentemente, em quanto tempo o mercado de óleo e Gas deverá estar aquecido novamente?
Aos poucos a indústria vem apresentando sinais de melhora, porém, de uma forma menos acelerada. Nos próximos dois anos, 18 e 19, veremos algumas movimentações, mas de forma tímida e bem calculada. Agora, respondendo diretamente sua pergunta, enxergo  essa retomada para o ano de 2020.

3- Com esses novos investimentos, qual a projeção para geração de novos empregos?
Espera-se que a indústria Naval gere 30 mil novos empregos nos próximos dois anos mas de acordo com fontes (IBP e Abespetro), inicialmente os leilões podem abrir mais de 500 mil empregos diretos e indiretos no país, considerando que essas posições virão das mais diversas áreas, desde a indústria Naval até o comércio.  Minha opinião é um pouco mais conservadora e acredito que não haverá uma movimentação tão grande e intensa como no passado, isso considerando contratações imediatas, entretanto, se levarmos em conta o bônus de assinatura de contrato, impostos, royaltes e participação, o Governo passa a ter um cenário positivo desde já, com ápice de arrecadação provável para 2030.

4- Quais as áreas que deverão contratar primeiro?
Hoje, o setor no Brasil, vive uma grande transformação. O fim da obrigatoriedade da Petrobrás em ser a única operadora no pré-sal e os desinvestimentos, apresentam um ambiente de investimento mais atraente para entrada de novos players desde o upstream até o downstream. Sendo assim, teremos posições diversas em ambas as áreas de atuação. Não podemos esquecer que da assinatura do contrato até o campo começar a produzir, demora aproximadamente oito anos.
 
5- Que profissionais serão mais solicitados nessa nova etapa?
Não seria justo citar como "profissionais mais solicitados" e sim, talvez, as profissões mais promissoras, que seriam: Geólogos, Geofísicos, Petrofísicos, Engenheiro de Automação e Controle, Engenheiro Mecânico, Engenheiro Elétrico, Engenheiro de Perfuração, Engenheiro de Produção, Gerentes de Plataforma, Gerente de Engenharia, Gerente de Operações, Tecnologia da Informação e Oficiais.
 
6- Com a retomada dos leilões de petróleo, o que podemos esperar da economia brasileira?
Tanto os leilões de Petróleo quanto o de energia, foram considerados um sucesso, prova disso foi a arrecadação histórica que tivemos. Ambos os leilões mostraram grande interesse de investidores estrangeiros, que demostram claramente o “apetite” em relação ao Brasil.   Sobre os leilões de petróleo, tivemos o protagonismo da Exxon Mobil que voltou ao Brasil juntamente com uma participação relevante da Petrobras pela 14°Rodada. Já a 2° e 3° Rodada do pré-sal, surpreendeu positivamente. Foram grandes players globais com alto grau de interesse.  Será a primeira vez que petroleiras privadas, poderão explorar sozinhas áreas de pré-sal no Brasil. 
A partir dessa retomada dos leilões, a indústria de Óleo e Gás volta a aquecer, não só para o Brasil, mas para o Rio de Janeiro por ter o setor de petróleo como o mais importante da economia do estado.
Podemos esperar mais investimento e mais emprego! Vejo que a confiança está reestabelecida. Os investidores voltaram e também os empreendedores. Acho que hoje, falta somente uma estabilidade política no país. Depois disso, decolamos!!


flavio fernandesPor:
Flávio Fernandes
Division Manager Latam
Petra Group